espiritualidade

A punição numa visão espiritualista

Deus não pune ninguém. Ele manifesta amor constantemente. Não determina a nenhuma pessoa o sofrimento. No entanto, o Pai Maior criou as leis gerais do Universo de tal maneira que somos capazes de determinar nossa própria realidade. Dessa maneira, num intrincado processo de causa e efeito, somos nós quem plantamos nossa felicidade ou dor.

Não podemos, enquanto espiritualistas, usarmos da mesma lógica do pecado e punição. O método da espiritualidade não é o medo e vingança. Sua ação vem no sentido de criar condições, na vida encarnada, que propiciem o aprendizado.

Por exemplo, se você julgou muito no passado, pode passar, no presente, por um conjunto de situações que te ensinem o valor da empatia, compaixão, acolhimento. Algumas lições podem ser realmente duras, a depender de sua resistência ao amadurecimento espiritual.

O sofrimento, por conseguinte, é decorrente de nossas próprias falhas, nossas imperfeições; ou incapacidade de aceitar a necessidade de mudar. Não há uma consciência maior te sentenciando à dor. Deus é amor.

Veja também: todo mundo tem a sua cruz

Fomos dotados, por meio do livre arbítrio, do poder criar nossa própria realidade. Nós plantamos e, posteriormente, colhemos. Veja bem, há um intervalo de tempo entre a semeadura e a colheita; isso implica que estamos vivendo hoje as consequências das nossas anteriores. Implica também que, no momento, temos em nossas mãos o poder de determinar o amanhã.

A vida na matéria é o momento ideal para a evolução. É quando estão à nossa disposição as pessoas e situações certas e necessárias para nosso crescimento. Por este motivo devemos, primeiro, ser gratos à tudo o que nos acontece e, em segundo lugar, aproveitar ao máximo esta passagem.

O desejo de vingança

Enquanto espiritualistas, ao meu ver, não nos cabe destilar ódios e julgamentos. Apoiar movimentos que resultam no fortalecimento do derramamento de sangue, violência, exclusão é ir na contramão dos ensinamentos do Cristo. Há muito discurso elaborado por aí mascarando um simples e baixo desejo de vingança.

É compreensível que diante de relatos e experiências de situações gravíssimas nos acendam os sentimentos mais intensos. Entretanto, este é o momento de reforçar os nossos valores espirituais e reafirmar nossa fé. Deixe as lágrimas correrem, mas não permita que o mal multiplique-se.

Em especial a pena de morte. Cessar a vida é interromper a oportunidade da pessoa evoluir. Nós precisamos acreditar no milagre da transformação. Mesmo que falhe algumas vezes, não podemos parar de tentar.

O que não nos impede de, enquanto coletividade, criarmos mecanismos jurídicos e sociais que previnam o mal. Estes mesmos mecanismo, no entanto, tornam-se problemáticos quando passam a ser pautados no desejo de vingança ou no sentimento medo.

É preciso reforçar os princípios do amor, da solidariedade, do perdão, da educação. Não estou sugerindo para deixar os infratores soltos e capacitados para cometerem outros males. Mas sim, que busquemos, na medida do possível, a transformação destes. E para isso, temos a Ciência, o Saber e a Espiritualidade para nos auxiliar.

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Deus não pune, mas cria as condições ideais para a evolução
A esperança no amor

No passado, também já cometemos as mais diversas atrocidades. Deus, em sua infinita misericórdia, deu-nos novas oportunidades de reparo dessas faltas. Isto acontece por meio da encarnação, que é a maior expressão do perdão divino.

Seus nascimento foi a confiança depositada pela espiritualidade em você mesmo. Cabe a você, nesse sentido, fazer bom uso dessa nova vida. Para que não tenha que retornar posteriormente e repetir as mesmas lições.

Sempre que possível, que optemos pelo caminho do amor. É o caminho que nos aproxima do Criador, onde reside a verdadeira felicidade. Aceite, permita que a espiritualidade aja em sua vida. Assim, seus sentimentos, no seu devido tempo, serão transmitidos em luz.

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2 comentários em “A punição numa visão espiritualista

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