espiritualidade

Foco, disciplina mental, silêncio e espiritualidade

A vida se apresenta a nós, muitas vezes, como uma sucessão de acontecimentos, como se fosse um longo filme de ação. No meio desse turbilhão, é comum nos sentirmos confusos, perdidos. O amplo leque de possibilidades paralisa-nos, se permitirmos. Por este motivo, é fundamental não perdermos de vista os valores que a espiritualidade nos ensina, assim como nossos sonhos e aspirações.

Estamos no meio do mar, navegando com um pequeno barquinho, onde as ondas nos lançam de um lado para outro. Não temos mapa, apenas os céus, com suas estrelas, para nos guiar. Quando erguermos as vistas para cima, direcionamos nossos olhos para as diferentes constelações, esperando que uma delas nos mostre o caminho correto.

Nesse momento, é nossa intuição quem deve falar. É nela que podemos confiar, junto com os saberes que a espiritualidade nos proporcionam. As emoções e os pensamentos são como as ondas, nos puxando cada uma para um lado diferente. O que é que toca verdadeiramente nosso coração? Qual caminho que nos leva ao amor, à evolução, ao crescimento pessoal? Quais escolhas condizem com a espiritualidade, andam juntos com a caridade, a simplicidade, a humildade, a paciência, e tanto outros valores?

É compreensível que possa ser realmente difícil responder aquela velha pergunta: o que eu quero da minha vida? Não é necessário darmos uma resposta concreta e definitiva para ela, contudo, é importante, ao menos, estabelecer uma direção. Para isso, mergulhe em você mesmo. Aprofunde-se no autoconhecimento. Encontre o seu querer e o seu não querer. E, após isso, deixe a vida fluir.

As imensas possibilidades nos sufocam. É necessário realizar a simplificação da nossa vida, por este motivo. Eliminar o que é supérfluo, desnecessário, sem sentido. Desistir do que não nos faz bem, daquilo que não nos causa mais aquela alegria e empolgação, e apenas insistimos devido ao hábito. Esvazie-se do que é superficial.

A simplificação da realidade exterior é condição para o silêncio interior. Os sentimentos e pensamentos negativos são distrações em nossa caminhada, afastando-se de nosso foco. Com frequência, o perdão é a melhor saída, uma vez que os ressentimentos sugam nosso tempo e energia com conflitos. Como eu disse nesse artigo, nossa memória muitas vezes falha. Por esta razão, urge cultivarmos a disciplina mental.

O melhor exercício para desenvolver esta disciplina é, sem dúvida, a meditação. Com a sua prática constante, aprendemos a nos observar. Em vez de agirmos no automático, movidos pelas nossas sombras interiores, direcionamos nossa atenção para o momento presente. Dessa maneira, assumimos o controle de nós mesmos, optando por aquilo que condiz com nossos valores espirituais e nos aproxima de nossos sonhos e aspirações.

Persista! Não deixe se seduzir pela mera novidade, pelo fútil e superficial. No fim, a constância paga o seu preço. A regularidade e a firmeza constroem montanhas. Lembre-se de que tudo tem o seu tempo. A transformação desejada não acontece de um dia para o outro. Busque, ao contrário, conquistar um pouquinho a cada dia. Crie, neste sentido, mecanismos para não esquecer o que te é importante, mantendo sempre presente o seu foco.

Aprofunde-se no silêncio. Há um diálogo acontecendo entre Deus e nossa alma. Entretanto, esse diálogo não possui palavras. Para compreendê-lo, é requisito a elevação espiritual e expansão da consciência. Aprofunde-se no que é simples, pois ele é poderoso. Não é preciso muita coisa para desenvolver a espiritualidade. Foco no que é bom e dá certo e as positividades irão fluir para você.

 

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2 comentários em “Foco, disciplina mental, silêncio e espiritualidade

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