A Espiritualidade Simples

A espiritualidade não exige muita coisa para ser exercida. Não é necessário saberes profundos, rituais complexos, compreensão de difíceis conceitos abstratos. A espiritualidade pode ser simples e há muita beleza nisto. A simplicidade não a torna inferior ou mais fraca; é nosso coração que dá força.

Às vezes basta uma palavra, uma oração, um pouquinho de fé. Cada ação espiritual, realizada com fundamento, dentro dos princípios do bem, tem o seu valor e merece todo o seu respeito. Isso não significa que é, entretanto, indispensável. Nem tudo necessariamente será fundamental no contato com a Espiritualidade. A vivência espiritual é, antes de tudo, uma jornada interna, pessoal, íntima, embora tenha um amplo  componente social. É uma vivência diária.

A simplicidade e naturalidade foi esquecida. O caminho é reapreendê-las. Permitir as coisas fluirem naturalmente, sem forçar. Deixar a voz da intuição nos ensinar. Sintonizar com as forças positivas sem intermediários, sem padronizações. Preocupar-se menos com procedimentos, rituais, cerimônias, e mais com o contato direto com a essência da espiritualidade. Não que estas atividades não tenham seu valor, mas o diálogo com Deus antecede tudo isso. A simples e natural comunhão com o Alto.

A espiritualidade se expressa no nosso dia-a-dia, manifesta-se nas pequenas situações de cada dia. É na relação com a família, amigos e parceiros, no cuidado com nossos pensamentos e sentimentos; na fé frente aos desafios da vida, na busca de ir além do que se vê. Aquela ofensa doída, o não recebido, os desejos não realizados, as perdas, entre tantas outras atribulações, todas nos convidam a reagir de acordo com uma postura espiritualizada. É claro, não somos perfeitos e erramos constantemente, mas a tentativa contínua de nos elevarmos nos define.

Há muitos saberes acessíveis atualmente a nós, todos com seu devido valor e respeito. A simplicidade, contudo, é importante seja qual for o caminho que você tomar para si. Ter o discernimento entre o que é fundamental e o que é apenas manifestação exterior, entre essência e aparência, o que está na sustentação daquela expressão espiritual. E se ater a isso. Não se deixar seduzir pelo o que é superficial, mas mergulhar naquilo que toca o nosso coração.

A simplicidade anda lado a lado com a humildade. Esta é uma das virtudes mais difíceis de alcançar. O que é complexo demais muitas vezes no distancia de Deus. Acontece que, não raro, concentramos apenas na forma, nos detalhes, no que é exterior. E esquecemos de trilhar o caminho do autoconhecimento. Mas isto é importante, porquanto a vida junto à espiritualidade nos conduz a viver de uma maneira diferente.

Desenvolver habilidades como projeção astral, clarividência, telepatia, abrir terceiro olho, entre outras, formam o objetivo principal na espiritualidade? Acredito que não. Minha visão é que o caminho seja outro, por meio de uma comunhão diária com o Criador. Práticas simples como a oração, a meditação, o autoconhecimento, a busca do crescimento moral, realizados regularmente, podem efetivamente nos aproximar da espiritualidade. A complexidade pode acabar nos afastando de Deus.

Simplicidade e humildade têm força, têm fundamento. Por meio desses valores, podemos desenvolver relações saudáveis em três níveis: eu e os outros, eu e Deus, e eu comigo mesmo. Permitir que a vida, nossa principal mestra, possa nos dar lições. Tornar-se um foco de luz de mundo. Não apenas abrindo-se para o novo, mas fechando-se para o que não é bom para nós. E assim, a cada dia, realizar nosso potencial interno.

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