Quando a nossa memória falha

A nossa memória é seletiva. Todo dia, muita coisa é armazenada em nossa mente, no entanto, nos momentos difíceis da vida, poucas coisas são trazidas à tona. Geralmente somente os problemas.  Na hora da provação, esquecemos de todas as bênçãos que a espiritualidade nos concedeu. E agimos como se nossa vida fosse apenas sofrimento. Mas isso não é verdade.

De fato, você tem passado por sérias dificuldades. A vida não está lhe parecendo fácil. E cada um está carregando a sua cruz. Os nossos problemas, contudo, alteram nossa percepção da realidade. É como se eles se posicionassem bem na frente dos nossos olhos e impedissem de ver a situação como um todo. Como se, no universo inteiro, existisse somente este problema e nós fôssemos os únicos que conhecessem o que realmente significa sofrer. Mas não é bem assim.

Isso acontece porque deixamos nossas emoções nublar nossa visão da realidade. E nossa memória é afetada nesse processo. Esquecemos, por exemplo, que, no passado, passamos por diversas situações que pareciam gigantes, extremamente dolorosas, sem nenhuma saída. Mas que, de alguma forma, sobrevivemos, e hoje elas parecem tão menores. Há certas situações do passado que nos faz rir de nós mesmos por termos nos preocupado tanto na época. De uma forma ou de outra, o tempo se encarregou de resolver a situação.

Desse modo, nos momentos de provação, é importante nos atentarmos à nossa memória. Observar como ela reage às dificuldades da vida, o que está sendo trazido à tona. Buscar, contudo, lembrar das coisas boas, dos ensinamentos, das pequenas provas da espiritualidade, nos momentos de dúvida, desânimo e insegurança não é realmente fácil. Por este motivo, é necessário exercitarmos a memória positiva. E temos sim memórias positivas para lembrar, porque todo dia há alguma coisa para agradecer.

E como fazemos isso? Sendo menos automáticos e mais conscientes. Lembrar de forma ativa, e não deixar nossas emoções escolher livremente o que trazer e o que não trazer à nossa mente. E para fazer isso, é preciso fazer uma espécie de “reprogramação” de nosso cérebro. O que é, a princípio, mais fácil falar do que realmente fazer, porque, de imediato, nosso controle sobre a mente é muito limitada. Para se obter isso, precisamos prática, muita prática. Vamos falar de algumas simples que podem ajudar muito.

1) Contrapeso: toda vez que lhe vier uma memória ruim, evoque uma memória boa. Seja específico. Se for uma lembrança negativa sobre uma pessoa, encontre uma lembrança positiva sobre ela. O mesmo para as diferentes situações, projetos, trabalhos, sentimentos. Trabalhe com os opostos, e vá plantando bons pensamentos.
2) Reforço: se está passando por um momento difícil, sente que está sem saída, busque, nas memórias, outros momentos de dificuldade e como você foi capaz de sobreviver e superar. Lembre-se, também, dos ensinamentos da espiritualidade. Para tudo há uma razão, cada dor traz uma lição, e que as forças divinas te acompanham e te amparam todo dia.
3) Evocação: se a está lhe faltando e o desânimo te abalando, lembre-se das pequenas bênçãos de cada dia. Traga isso à memória sempre que a dúvida lhe assaltar.
4) Conhecer: não esqueça sua verdadeira natureza. Você não veio a essa vida à passeio. Você é um espírito temporariamente preso a um corpo vivenciando diversas experiências para a sua evolução. A vida é eterna, a morte física é certa e a lei de causa e efeito vigora. Então, quando algo pesar seu coração, pergunte-se se você não está gastando energia demais em algo que, no fim, não fará diferença.
5) Oração: a prática constante da oração mantém presente a espiritualidade em nossa consciência. Mais informações aqui e aqui.
6) Meditação: a meditação é uma das mais simples e eficazes práticas para exercitarmos a consciência sobre nossos pensamentos, ações e palavras. Ela, por si própria, é capaz de nos levar à iluminação. Tem a força e o poder de alterar os padrões de nossa memória. Se tudo mais você esquecer, apenas medite. Basta. As portas do universo lhe estarão abertas.
7) Agradecer: com algumas exceções, provavelmente você tem alimento, água, abrigo. Tem um céu para olhar, ar para respirar, o Sol para sentir. Oportunidade para aprender, estudar, desenvolver-se na espiritualidade. Pessoas para conviver. Há muitos motivos para agradecer, lembre-se deles ao fim de cada dia.

São pequenas práticas que aos pouquinhos vão ajudando você. Há muitas outras. Elas vão te auxiliar a escolher o que lembrar. Evocar o que for positivo, perdoar o negativo. Não esqueça, entretanto, que tudo tem o seu tempo. Enfim, o sofrimento vem para nossa própria evolução, pois ele é uma ferramenta excelente para marcar nossa memória: isso é errado, isso é correto. É possível, porém, evoluir com alegria, ou pelo menos sem sofrer tanto. Para isso, é preciso deixar a teimosia de lado e pôr em prática o que aprendeu.

“Leve na sua memória, para o resto de vida, as coisas boas que surgiram no meio das dificuldades. Elas serão uma prova da sua capacidade de vencer as provas e lhe darão confiança na presença divina, que nos auxilia em qualquer situação, em qualquer tempo, diante de qualquer obstáculo”. CHICO XAVIER

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3 pensamentos sobre “Quando a nossa memória falha

  1. Todo dia tem alguma coisa para agradecer – ASTROCURA

  2. Quando a nossa memória falha

  3. A LEITURA COMO UMA FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL – ASTROCURA

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