espiritualidade

Nem tudo é uma questão espiritual

Todo extremismo é maléfico. E o extremo do sentimento religioso, o fanatismo, não escapa à regra. Hoje quero falar sobre um tipo de fanatismo, aquele que diz que devemos empurrar a solução de todos os nossos problemas à espiritualidade; com isso, esquecendo que devemos fazer a nossa parte também. E esse mesmo fanatismo torna-se ainda mais perigoso quando sugere que devemos ignorar os médicos terrenos.

A nossa atual geração tem sofrido com um surto de enfermidades mentais. É cada vez mais comum as pessoas buscarem as diferentes agremiações espiritualistas em busca de tratamentos para depressão, ansiedade, síndrome do pânico. Sentem como se vivessem no fundo do poço. No entanto, embora este movimento seja benéfico, é necessário enfatizar que essas enfermidades requerem também  auxílio de um profissional.

Por outro lado, devemos nós mesmos nos empenhar em melhorarmos nossas vidas. Se temos braços, pernas, mente e coração, é para colocá-los em uso. Se desejamos um emprego melhor, que primeiro tentemos criar as condições para termos um emprego melhor. Se quisermos melhorar de saúde, que tal nos alimentarmos melhor e fazer exercícios físicos? Temos que entender que a espiritualidade não é muleta e aquilo que está dentro de nossas possibilidades fazermos, devemos nós mesmos fazer.

E há muita coisa que podemos fazer. Temos que entender que há poder em nossas mãos, nossa mente e em nossas palavras.

Quer ajudar com um irmão que está em dor? Vai lá e converse com ele, dê suas palavras de apoio. Não espere que apenas um “trabalho” vai fazê-lo melhorar. Acha que está sendo obsediado? Eleve sua vibração, ore, revise seu comportamento. Está confuso sobre o que tem acontecido com você? Pesquise, pergunte, estude.

Ao nos encontrar diante de uma dificuldade na vida, temos primeiro que nos perguntar: o que posso fazer para resolver isso?

Isso tudo não significa que não devemos buscar ajuda espiritual. Pedir ajuda quando em necessidade é uma forma de humildade também. No entanto, é extremamente enriquecedor quando combinamos a ação na matéria com a ação espiritual.

Pode acontecer realmente, que em alguns casos,   o espiritual seja, de fato, suficiente. Muito comum, por exemplo, em caso de pessoas com mediunidade desiquilibrada quando tratadas terem uma boa parcela de seus problemas resolvidos. Cada caso é único e deve ser observado de perto.

Lembre-se, se estamos encarnados na Terra, é porque há lições aqui para serem aprendidas. Reagirmos com consciência aos problemas concretos que a vida nos apresenta é buscar nossa evolução. A vida é nossa maior professora, pois todo problema que enfrentamos é uma ferramenta que nos auxilia em nosso amadurecimento.

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6 comentários em “Nem tudo é uma questão espiritual

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