Falando um pouquinho sobre as emoções #1

A Alegria é um estado de espírito. É uma emoção que nos toca e nos deixa uma sensação agradável. Ela faz a gente gostar de estarmos vivos.

No entanto, ela não é permanente. E hora ou hora o desânimo pode vir. As emoções são como uma gangorra, alternando-se entre si.

E elas afetam diretamente nosso julgamento da realidade. Podemos fazer todo dia basicamente a mesma coisa, mas se estamos nos sentindo bem, tudo parece estar dando certo. E se não estamos tão bem, tudo parece estar dando errado. O que podemos concluir disso? Que as emoções não são uma ferramenta muito eficaz para compreender o mundo externo a nós.

Isso porque quando elas estão muito intensas, elas tiram nossa noção do todo. É como se somente existisse aquele problema na nossa frente. Esquecemos-nos de tudo o que vivemos, e do lado bom de nossa vida. Não conseguimos lembrar que no passado passamos pelas situações mais dolorosas e hoje, quando olhamos para trás, essas situações parecem menores e não nos machucam mais.

Temos, assim, que compreender o objetivo da vida não é simplesmente ser feliz. Há algo mais importante nos esperando. E se nos deixarmos ser escravos do que sentimos, seremos volúveis tais como a maré.

A vida pode ser realmente confusa algumas vezes. Ela tem seus grandes mistérios. Mas não podemos nos deixar afundar no poço da melancolia. Há memórias agradáveis e desagradáveis em nós. Mas uma coisa é certa, a vida não pára. Ela está o tempo todo em movimento, criando e recriando.

Olhemos para o céu a noite. Ele está recheado de vida. Civilizações e civilizações que não temos o menor conhecimento se escondem atrás delas. Há muita coisa para explorar, conhecer, descobrir, apesar das dores e das alegrias do dia-a-dia.

Então, quando as emoções lhe parecem sufocantes demais, lembre-de de olhar o quadro completo. Quando você se sentir completamente perdido na vida, apenas dê o próximo passo. Tal como o desânimo veio sem avisar, a alegria retornará.

Não é necessário saber tudo para fazer alguma coisa

Parta do que você já sabe. Todo mundo está em condições de fazer alguma coisa por si mesmo e pelo próximo. Nem que seja apenas uma oração.

Não é necessário ser o mais evoluído dos evoluídos para transmitir alguma luz. Não é necessário ter alcançado o nível supremo do amor para oferecer amor. Não é necessário ser o mestre dos mestres para ensinar algo.

Alguma luz há em você. Algum amor há em em você. Algum saber há em você. Coloque-os em uso. Para si e para os outros.

O mínimo que você possui já é capaz de transformar. Um grão de fé pode mover montanhas. Apesar dos inúmeros pesares que você possa listar, faça. Deus colocou em suas mãos ferramentas para crescer e evoluir.

Parta daquilo que é certo, daquilo que você tem a ciência de que não vai fazer mal. Porque quando você coloca toda essa luz, amor e conhecimento em uso, por menor que seja, eles se multiplicam. O pequeno se torna um pequeno maior. As coisas fluem para você e a vida te coloca em condições de aprender mais. Pois todo serviço para o bem é amparado pelo Bem.

Assim, se tudo o que você souber fazer é apenas uma oração, faça apenas uma oração. O seu coração dará poder a ela. Se tudo o que saber fazer é um carinho, faça esse carinho, e seu coração dará força a ele.

O básico você já sabe. Senão, eu mesmo te digo agora. Eleve seus pensamentos, ore todo dia, vigie seu comportamento, tenha uma conduta na vida com ética, perdoe as ofensas, ajude ao próximo, conheça a ti mesmo, busque a Deus, ame. Isso é mais de 90% do caminho. É o arroz com feijão capaz de transformar homens em santos.

Por outro lado, aquilo que você não sabe, seja cauteloso e busque aprender. Não se aventure: cuidado com os rituais, feitiços, magias que você não entende o que está fazendo. As coisas todas têm um fundamento. E muitas vezes uma aventura dessas pode causar dano a você.

O simples tem poder. Você não precisa de muito para resolver os seus problemas. O que você precisa sim é de você mesmo, de um bom coração, de fé e trabalho para que as coisas aconteçam.

Antes de se preocupar com qualquer outra coisa muito complexa e complicada, comece com o básico, com aquilo que é certo, com o saber que você já tiver, seja qual for.

Há muito trabalho para ser feito. Muitas pendências para serem resolvidas. Não deixe para depois. Lembre-se, há felicidade esperando para nós. Os bons espíritos são felizes.

Quando apenas o “espiritual” não é suficiente

Todo extremismo é maléfico. E o extremo do sentimento religioso, o fanatismo, não escapa à regra. Hoje quero falar sobre um tipo de fanatismo, aquele que diz que devemos confiar a solução de todos os nossos problemas à espiritualidade; com isso, esquecendo que devemos fazer a nossa parte também. E esse mesmo fanatismo torna-se ainda mais perigoso quando sugere que devemos ignorar os médicos terrenos.

A nossa atual geração tem sofrido com um surto de enfermidades mentais. É cada vez mais comum as pessoas buscarem as diferentes agremiações espiritualistas em busca de tratamentos para depressão, ansiedade, síndrome do pânico. No entanto, embora este movimento seja benéfico, é necessário enfatizar que essas enfermidades requerem o auxílio de um profissional.

Da mesma forma, devemos nós mesmos nos empenhar em melhorarmos nossas vidas. Se temos braços, pernas, mente e coração, é para colocá-los em uso. Se desejamos um emprego melhor, que primeiro tentemos criar as condições para termos um emprego melhor. Se quisermos melhorar de saúde, que tal nos alimentarmos melhor e fazer exercícios físicos? Temos que entender que a espiritualidade não é muleta e aquilo que está dentro de nossas possibilidades fazermos, devemos nós mesmos fazer.

E há muita coisa que podemos fazer. Temos que entender que há poder em nossas mãos, nossa mente e em nossas palavras.

Quer ajudar com um irmão que está em dor? Vai lá e converse com ele, dê suas palavras de apoio. Não espere que apenas um “trabalho” vai fazê-lo melhorar. Acha que está sendo obsediado? Eleve sua vibração, ore, revise seu comportamento. Está confuso sobre o que tem acontecido com você? Pesquise, pergunte, estude.

Ao nos encontrar diante de uma dificuldade na vida, temos primeiro que nos perguntar: o que posso fazer para resolver isso?

Isso tudo não significa que não devemos buscar ajuda espiritual. Pedir ajuda quando em necessidade é uma forma de humildade também. No entanto, é extremamente enriquecedor quando combinamos a ação na matéria com a ação espiritual.

E, muitas vezes, o espiritual é, de fato, suficiente. Muito comum, por exemplo, em caso de pessoas com mediunidade desiquilibrada quando tratadas terem uma boa parcela de seus problemas resolvidos. Cada caso é único e deve ser observado de perto.

Lembre-se, se estamos encarnados na Terra, é porque há lições aqui para serem aprendidas. Reagirmos com consciência aos problemas concretos que a vida nos apresenta é buscar nossa evolução. A vida é nossa maior professora, pois todo problema que enfrentamos é uma ferramenta que nos auxilia em nosso amadurecimento.

Plantando pensamentos

Os pensamentos são como bolas numa piscina que, quando mergulhadas no fundo, retornam em outro momento. Da mesma forma funciona a nossa mente e o nosso inconsciente. Há aquilo que está visível, nossos conjuntos de pensamentos mais ou menos agitados, que ora vão para uma direção, ora para outra. Porém, muito maior que a parte visível, vasta e profunda, está nosso inconsciente. Lá reside camadas sobre camadas de memórias, sentimentos, emoções, pensamentos e desejos, acumulados ao longo de nossa existência (e não apenas esta existência). São águas profundas e turbulentas. E são águas, infelizmente, que não são muito limpas.

Nosso trabalho é limpar essas águas, purificá-las e acalmá-las. Trabalho que não é muito fácil, que é longo, muito longo, e muitas vezes doloroso. No entanto, muitas são as maneiras e ferramentas que nos foram deixadas para trabalhar nessas águas. A meditação, a oração, o passe, a reforma íntima, o autoconhecimento, as diferentes formas de terapia, a astrologia, o yoga, e muitos outros caminhos ensinados para nós.

E embora o nosso inconsciente não esteja à mostra, ele está influenciando direta e indiretamente nosso comportamento. Fazendo, uma hora ou outra, tomar péssimas decisões ou agirmos imprudentemente. Nós seres humanos somos criaturas, em geral, mais movidos pelas nossas emoções do que por nossa razão. E é dessas águas profundas que brotam nossas emoções.

Por isso, é importantíssimo cuidarmos dos nossos pensamentos. O famoso “vigiai e orai” de nosso mestre Jesus. Cuidar dos nossos pensamentos para não somente não acrescentar mais sujeira à nossa mente, como também, por meio dele, limpá-la.

É simples. Basta pensar em coisas positivas. Vou repetir: basta pensar em coisas positivas. Mesmo quando seus pensamentos teimarem em se fixar em um monte de negatividades, coloque um bom pensamento no meio e quebre o ciclo. O pensamento positivo vai reverberar em sua mente, penetrará seu inconsciente, e em outro momento retornará.

Você pode fazer isso agora mesmo. Pense: eu sou luz! Eu sou amor! Tudo vai dar certo em minha vida! Felicidade me aguarda! Estou crescendo, estou aprendendo, estou evoluindo!

Você também pode falar em voz alta, narrar, cantar. Pode dar imagens às palavras. Quanto mais atenção e sentimento você coloca, mais poder você coloca nos pensamentos.

Junto a isso, comece a observar os seus pensamentos. Vigiá-los. E quando você perceber que estão fixos em negatividades interfira. Quebre o círculo. Coloque algo positivo no meio.

Não é, realmente, fácil no começo. Porém, pouco a pouco, vocês vão pegando a prática. É como um músculo que precisa ser exercitado e fortalecido. Um músculo chamado disciplina do pensamento.

Mas não sejam apressados. As coisas não acontecem de uma vez. Com o tempo, você acumulará bons pensamentos, e também diminuirá seus pensamentos negativos, operando uma verdadeira transformação interna.

Plante bons pensamentos. E paz interna te acompanhará apesar de todas as adversidades. E quando as águas estiverem limpas e calmas, poderá manifestar sua verdadeira essência.

Bom trabalho a todos!

aguas4

A busca por prosperidade vai contra o espiritual?

Aquele que busca prosperidade, dinheiro, sucesso, emprego por meio de um dos diferentes caminhos espirituais está indo em direção contrária ao divino? A minha resposta é não, e eu vou explicar o porquê.

Para isso, é necessário entendermos primeiro um pouco de nossa missão aqui na Terra.

A questão é: a nossa principal escola aqui é a própria vida. Se estamos na matéria, é porque há lições nela que devemos aprender.

Os problemas principais que a vida apresenta a nós são nossos principais professores. A necessidade de sobreviver, manter família e filhos, ter boas relações com o cônjuge, parentes, colegas de trabalho. A perda de entes queridos. As grandes adversidades da vida. Tudo isso nos oferece valiosas lições para o nosso aprendizado espiritual.

Qual melhor forma de aprender ter paciência do que diante de pessoas que nos irritam? Como melhor aprender a ter fé do que se voltar a Deus quando as coisas parecem estar dando errado? Como melhor aprender a não julgar os outros quando nós mesmos sentimos a dor de sermos julgados? Como melhor aprender a ter disciplina, ser responsável, tomar o próprio destino nas mãos do que acordar cedo e trabalhar todo dia? Há um sentido para tudo.

Isso não significa ser passivo diante dos acontecimentos da vida. É justamente o contrário. É estar atento ao que está a acontecer conosco e a nossa volta, extrair a lição da situação e reagir a ela. Ir para a ação. É expressar, durante esta passageira vivência nossa na carne, a própria essência.

Não são poucas as pessoas que começam dar seus primeiros passos na espiritualidade buscando melhorar suas condições materiais. E elas não devem ser julgadas! Todos nós que estamos na Terra temos nossas lições a aprender, mas esta lição não é a mesma para cada um. Temos que entender que o que é importante para nós, não necessariamente é importante para o outro.

Ninguém sabe o que está por trás dessa busca, por exemplo, um emprego melhor. Muitas vezes, é um pai ou mãe, movido em seu amor por seus filhos, buscando para ele melhores condições de estudo e vida.

Não é errado buscarmos ter uma vida razoável, comida boa na mesa, alegria no dia-a-dia.

É claro, ressalvas são necessárias. Tudo isso que foi falado é muito diferente da busca exclusiva por riquezas materiais, carros luxuosos na garagem, empresas multimilionárias. Não devemos tornar o impulso de acumular bens o nosso objetivo de vida.

Por fim, quero concluir afirmando que há espiritualidade na matéria também. Aquela maçã deliciosa, o Sol pela manhã, o cheiro de um café, a brisa fresca no calor, as praias, as cachoeiras, as matas, o céu estrelado, a grama agradável aos pés, um cachorro nos recebendo com alegria, não são todas essas coisas expressões do amor e da glória de Deus?

fartura-wallpaper

Por uma espiritualidade para amar, não para julgar

É comum, quando iniciamos a nossa caminhada em algumas denominações espirituais, ouvirmos que para evoluir é necessário primeiro estudar e fazer a tal da reforma íntima. No entanto, é mais comum ainda o ingresso nessas denominações resultar numa postura elitista que inferioriza sistematicamente o próximo.

Nesta equivocada postura, a humanidade é dividida entre os muitos chamados e os poucos escolhidos, e o indivíduo, convicto em sua arrogância, crê fazer parte de um grupo seleto de pessoas “evoluídas”. Usando jargões típicos como “irmãos”, “irmãozinhos”, “companheiros”, “colega”, os mais diferentes julgamentos morais são proferidos acerca daqueles que eles acreditam estar em menor vibração e não fazem parte de sua “panelinha”.

O estudo, em vez de ser buscado enquanto uma ferramenta que possibilite nossa compreensão da existência humana e espiritual e que fundamente nossa prática no sentido de avançarmos os degraus na senda da espiritualidade, torna-se um instrumento de autoafirmação e competitividade. É a difusão da postura do “eu sei”, “eu sou”, “eu posso”. E aqueles que não possuem o vocabulário refinado e o conhecimento teórico para entender o que está sendo dito é marcado como “menos”, “inferior”, “novato”. O saber torna-se um meio de hierarquizar e separar grupos. Aqueles que têm a si mesmos como “mais evoluídos”, vivenciando entre os diferentes grupos físicos e virtuais uma verdadeira bajulação coletiva, de um lado; e aqueles associados como “menos evoluídos”, tentando, de alguma forma, sobreviver e dar sentido aos problemas concretos que suas programações cármicas lhes confiaram, do outro.

De forma semelhante, infelizmente, a busca pela reforma íntima, a autotransformação interna, em vez de se constituir num objetivo diário e contínuo, nunca plenamente encerrado, tem sua finalidade desvirtuada. Transforma-se numa silenciosa competição em que se almeja ser PRESENCIADO o maior número possível de vezes “sendo humilde”, “demonstrando amor”, “agradecendo ao Universo”, “sorridente”, entre outras manifestações exteriores do que é comumente considerado típico de uma pessoa “evoluída”.

É necessário, neste caso, mais compreensão aos novos aprendizes nos múltiplos campos da espiritualidade, os quais, preenchidos por uma intensa ansiedade, acabam, muitas vezes inconscientemente, tentando ser e parecer o que ainda não são.

O amadurecimento espiritual é uma jornada longa, a passo lento, a qual não se pode pular etapas. O tempo e a experiência são necessários, pois são eles que solidificam e interiorizam aquilo que nossa mente e nosso coração mais elevados almejam. Há muita coisa a ser lidada, resolvida, trabalhada e acertada no meio do caminho.

É realmente compreensível que nossa mente, há tantos séculos habituada a olhar o próximo com desdém e criticismo, encontre dificuldades para não julgar de imediato. No entanto, fazer deste julgamento a centralidade daquilo que chamamos “espiritual”, é ir em direção contrária à Luz.

Que façamos um autoexame profundo e analisemos se o mal que vemos no outro não é também o mal que há em nós. Cheguemos a compreensão que somos todos criaturas em evolução, expressão individual do Divino, e que isso iguala a todos nós. Que não há como, em nossa atual condição espiritual, cobrarmos a perfeição de nós e nem dos nossos próximos.

A espiritualidade deve buscar o amor. O amor verdadeiro, misterioso, sincero, que de alguma forma brota no decorrer de nossa caminhada.

A espiritualidade é para amar!

download

O Poder da Oração: a espiritualidade levada na simplicidade

 

Basta uma simples oração para fazer muita coisa acontecer na vida. Ela não é apenas o pedido de um favor para uma Divindade. Mas sim um ato que está na base da busca pelo crescimento espiritual. Por trás de uma oração, há uma série de diferentes benefícios que estão sendo gerados. Vejamos alguns deles:

1) Elevação do padrão vibratório. Toda vez que oramos, sintonizamos nossa mente com as energias mais elevadas. Entramos em contato com as forças divinas. E permitimos, assim, nossa vibração interna se aproximar do Alto. Se fizermos da oração uma atividade diária, diariamente nos concederemos a oportunidade de nosso padrão vibratório crescer.

2) Mudamos a energia do ambiente a nossa volta. Quando oramos, trazemos luz a nós e ao que está próximo de nós. É como uma pequena chama que a cada prece é cultivada. Que a cada prece cresce em tamanho e força. Que se acumula com o tempo e a continuidade das preces. E com a luz, a escuridão se afasta. Se você sente que sua casa não está em uma vibração adequada, há muitas coisas que podem ser feitas. A prática da oração é a mais simples delas.

3) Interrompe círculos viciosos de pensamentos negativos. Todos nós já passamos por aquele momento em que nada parece estar dando certo, em que não visualizamos saída e esperança para nossos problemas, em que a vida não parece ser uma coisa boa. Todos nós também conhecemos alguém que se encontra nesse estado. A mente, num certo sentido enferma, está fixa em um círculo vicioso de negatividades, como se a pessoa estivesse numa noite fria de inverno onde parece que o Sol nunca chegará. O que a oração faz nessa situação? Ela quebra/interrompe esse círculo de pensamentos. No meio de um aglomerado de negatividade, coloca-se uma semente de luz e positividade. Porque tudo que pensamos é plantado em nosso inconsciente; e, em outros momentos, retorna à nossa consciência. Assim, toda prece realizada fará com que um pensamento positivo possa emergir.

4) Aproxima de nós forças e entidades superiores. O mundo espiritual é regido pela lei de sintonia. E nós, em momento algum, estamos desacompanhados. Se nossa vibração está elevada, temos em nossa companhia seres mais elevados. Se nossa vibração se encontra em um estado menos elevado, conviveremos com seres menos elevados. Como a prece permite nosso padrão vibratório alçar níveis cada vez maiores, o resultado é mudança benéfica de nossas companhias espirituais.

5) Manda boas energias aos outros. Quando oramos por alguém e desejamos verdadeiramente que essa pessoa fique bem, enviamos a ela uma carga de positividade. Podemos ajudar muitas pessoas dessa forma – o que não significa que devemos nos limitar a isso – e muitas vezes contribuir para que opere verdadeiras transformações na vida dela. Mas lembre-se: o livre arbítrio é lei divina e interferir nele é ir contra o Criador.

6) Cria um escudo protetor. Elevando seu padrão vibratório, trazendo luz a você e ao ambiente a sua volta, mantendo-te em sintonia com as forças superiores, a oração contribui para que você seja envolvido por um campo de boas energias onde o mal dificilmente penetrará. Atente-se que há outros fatores a serem considerados nesse caso, sendo o principal a boa conduta moral. De forma análoga, se em sua casa é frequente a prática da oração, aliado a uma vida com ética, nela o mal terá menos força.

7) Refúgio interno. Quando você se sentir perdido na vida, confuso sobre o próximo passo, comece por uma simples oração. Peça orientação e espere. A resposta vem. Seja por intuição, seja por algum acontecimento externo, ela vem. Não existe oração sem resposta. Mas é preciso estar atento. Nos momentos de dor e desespero, lembre-se da prece.

8) A oração é acumulativa. Pense nisso a longo prazo: uma pessoa que há dez anos tem orado todos os dia da sua vida. Quantos problemas ela evitou? Quantos sofrimentos e enfermidades não foram mais necessários que acontecessem? Quantas brigas ela não precisou passar? Quanta luz ela trouxe a sua vida e sua casa? Quanta energia boa ela mandou para seus familiares e pessoas próximas? Muito.

9) Contato com o Divino. Quando oramos, entramos em contato com Deus, que está dentro e fora de nós. Abrimo-nos para a compreensão, não com os olhos da mente, da nossa verdadeira essência. Descobrimos aquilo que procuramos nossa vida toda e que no fim estava dentro de nós. As repostas fundamentais da existência humana começam a se delinear. E, no fim, encontramos plenitude.

A oração faz muito. Não é preciso muita coisa para avançar na senda da espiritualidade. Cerimônias, ritos, elementos, estudos, cada uma dessas coisas tem sua função e valor, quando realizados com fundamento. Mas, não raro, tudo o que precisamos é uma oração e um pouco de fé.

Não podemos nos esquecer daquilo que é essencial. Atentemo-nos menos para o que é exterior e aparência e mais para aquilo que é realmente importante. A simplicidade nos leva longe.

fraterluz-o-poder-da-prece-andre-luiz